Brodowski investiga doença de pele misteriosa em crianças – 30/09/2026 – Equilíbrio e Saúde
A Prefeitura de Brodowski (a 338 km de São Paulo) investiga um problema de pele de origem desconhecida que atingiu alunos da cidade.
Em nota divulgada nesta terça-feira (29), a gestão municipal afirma que apura “casos de manifestações dermatológicas inespecíficas em algumas unidades escolares” do município. “Até o momento, não há diagnóstico confirmado nem elementos que caracterizem um surto”, acrescenta o texto.
Como medida preventiva, as aulas foram suspensas em três escolas. A prefeitura também criou uma sala de situação e ampliou o número de médicos para avaliar os casos, com acompanhamento clínico e epidemiológico.
Mãe de um aluno de 8 anos da Emef Tiradentes (Escola Municipal de Ensino Fundamental), a empreendedora Andréa de Souza Oliveira, 44, disse à Folha que há cerca de 20 dias o filho saiu de casa sem sinais de alergia ou doença. Retornou com coceira intensa e manchas vermelhas em partes da barriga, cabeça, costas, coxas, braços e atrás das orelhas.
Segundo Oliveira, o filho contou que naquela tarde os alunos não saíram da sala nem para ir à quadra. Não houve contato com o gramado da escola ou animais.
Inicialmente, a mãe desconfiou de catapora.
“Eu e meu esposo o levamos até o pronto-socorro municipal. Contei o que havia acontecido e perguntei se poderia ser catapora. O médico acessou o Google, respondeu que parecia mais com picada de inseto e decidiu tratar assim. Receitou pomada de corticoide e antialérgico por sete dias”, conta.
A mãe da criança disse que, nesta terça-feira, recebeu um comunicado avisando que todas as escolas da cidade ficarão fechadas até de outubro para dedetização.
A prefeitura, contudo, não confirma a informação. Segundo a nota da administração de Brodowski, a suspensão temporária das aulas atinge três escolas. “Não se trata de uma suspensão geral das aulas no município”, diz.
A mãe do aluno conta que a coceira e a vermelhidão permaneceram por uma semana. A criança não teve febre, nem outros sintomas que poderiam indicar doença. As feridas causadas pela coceira cicatrizaram, e o menino está bem.
Também procurada, a Secretaria de Estado da Saúde afirma que o caso é acompanhado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto com a Vigilância de Brodowski. “As equipes realizam o monitoramento epidemiológico, a coleta de amostras para análise e prestam as orientações necessárias ao município”, diz, em nota.
Publicação da Prefeitura de Brodowski sobre o caso nas redes sociais atraiu comentários de munícipes com outros relatos. Em um deles, uma mulher escreveu que a neta, aluna da Emef Professora Nair Duarte do Páteo Franzoni, está há uma semana doente e apresenta febre alta, mesmo medicada.





