Países em desenvolvimento pedem maior participação em regras para IA
“Devemos garantir que as transformações tecnológicas do século 21 não reproduzam os desequilíbrios econômicos das décadas anteriores”, disse a ministra.
Wagner fez os comentários em sessão do Conselho de Segurança dedicada à IA, que contou com a presença de executivos alto escalão de empresas líderes em IA, incluindo Sam Altman, da OpenAI; e Dario Amodei, da Anthropic; que defenderam os governos a trabalharem juntos para gerenciar a tecnologia.
Destacando o aumento do interesse pelo tema, o ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman, que presidiu o debate da ONU este ano, disse que “há quatro anos, a IA foi mencionada nesta sala por apenas cinco delegações, este ano, 128 delegações abordaram o assunto”.
Questão de governança
“Muitos enquadraram a IA como uma questão de governança: quem a projeta, quem se beneficia? Quem arca com os riscos e quem é responsável quando ocorrem danos”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores de Bangladesh ao concluir a maratona de discursos na ONU.
A IA pode permitir que os países em desenvolvimento alcancem um século de desenvolvimento em uma década, caso ajam rapidamente para suprir as lacunas em energia, conectividade e qualificação, afirmou o Banco Mundial em um relatório divulgado no mês passado.





