estudo liga excesso a pior aprendizado infantil
Pesquisadores destacam que os efeitos observados podem ser tão relevantes quanto outros preditores tradicionais. “Notavelmente, esses tamanhos de efeito são semelhantes em magnitude ou maiores do que os relatados para outros preditores bem estabelecidos dos resultados das crianças, como nível socioeconômico, comportamento parental e nascimento prematuro”, afirmaram os autores, na JAMA Pediatrics.
Especialistas ouvidos pelo jornal pedem cautela ao interpretar a associação como causa direta. “Isso não é um achado insignificante, mas de forma alguma sustenta o mantra de que as telas são a principal causa do sofrimento emocional de adolescentes”, disse a socióloga Tatiana Íñiguez Berrozpe, da Universidade de Zaragoza, ao The Guardian.
Para a pesquisadora, o uso de telas não explica sozinho pior desempenho ou sofrimento emocional. “O uso de telas sozinho não explica por que um adolescente está emocionalmente angustiado ou tem um desempenho acadêmico pior”, completou Tatiana Íñiguez Berrozpe, ao The Guardian.
Outra limitação apontada é a dificuldade de separar impactos por tipo de atividade na tela. “Não dá para tirar conclusões robustas sobre tipos específicos de uso de tela, como uso de redes sociais ou jogos, porque não havia dados suficientes para estudar isso. Por isso, devemos ser cautelosos ao interpretar esses resultados no contexto dos hábitos atuais de uso de tela dos jovens”, afirmou Esther van Sluijs, professora da Universidade de Loughborough, ao The Guardian.
*Com informações do The Guardian





