Goleiro do Atlético-GO minimiza treta com presidente: ‘Estava pilhado’
Na zona mista, o mandatário do Atlético respondeu e chamou Paulo Vítor de “doido varrido”. Adson Batista também admitiu que pilha os jogadores e que não faz questão que os atletas gostem dele, mas exigiu respeito.
Eu não entendi muito bem, porque ele é doido, ele é doido varrido, muito doido. Só que eu pilho mesmo. Jogador que já trabalhou comigo sabe que clássico é diferente e, se não entrar com esse espírito, não vai ganhar. […] Eu não gosto de jogador, gosto do Atlético e de mim, mas eu respeito eles. Não quero que eles gostem de mim, mas tem que me respeitar. Se não me respeitar, eu corto o pescoço na hora certa.
Adson Batista, presidente do Atlético-GO
O presidente do clube goiano também disse não saber se a fala do goleiro foi para si e revelou uma conversa entre eles na véspera da partida. Na visão de Adson Batista, o Atlético não podia entrar com o mesmo espírito que jogou na derrota para o São Bernardo, na semana retrasada.
[Desgaste] Nenhum. Se foi para mim, eu tenho que apurar. Ontem, ele sentou na minha frente com o resto da defesa. Conversei olho no olho, coloquei claramente o que aconteceu. Se entrássemos com o mesmo espírito que foi contra o São Bernardo, íamos perder feio aqui. O espírito foi outro.
Adson Batista
Antes do clássico, o mandatário do Dragão já tinha cobrado personalidade dos jogadores. Para o dirigente, o elenco não pode se sentir pressionados por estar brigando na parte de cima da tabela — o Atlético está em 6º lugar, dentro da zona de playoffs para o acesso.
Jogador tem que ser pressionado mesmo. Eu cumpro com eles, e eles têm que cumprir comigo e entregar. Nós temos que parar com esse ‘mimimi’ no futebol, jogador ‘Nutella’. Jogador tem que ser bastante concentrado e ter personalidade. Se não tiver personalidade, tem que trabalhar com outra coisa. No futebol, você vai ser sempre pressionado e cobrado pelos torcedores.
Adson Batista, à ESPN





