Petrobras descarta aporte solo na Braskem, diz Magda - 24/09/2026 - Negócios - FlaNotícias

Petrobras descarta aporte solo na Braskem, diz Magda – 24/09/2026 – Negócios



Rio de Janeiro


A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quinta-feira (24) que a Petrobras não colocará dinheiro sozinha na Braskem, reafirmando que a empresa não tem interesse em reestatizar a petroquímica.

“Ampliar no ssa participação [na Braskem] não está no nosso escopo e, portanto, não há o que falar em Petrobras aportar recursos sem falar em acionistas em geral aportando recursos”, afirmou ela, em entrevista no Rio de Janeiro.

Pessoa de perfil com cabelo castanho e óculos fala em ambiente escuro, iluminada por luz azul intensa ao fundo.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento no Rio de Janeiro

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Ricardo Moraes -21.set.26/Reuters

Magda respondia à proposta feita por credores da companhia, hoje em recuperação extrajudicial, que querem um aporte de US$ 3 bilhões (R$ 15,5 bilhões) dos atuais controladores durante os dois primeiros anos de execução de eventual plano de recuperação.

Os acionistas da Braskem, a Petrobras e a gestora IG4 debaterão formalmente a proposta nesta sexta (25) —que também votará pela rejeição, conforme apurou a Folha.

A Petrobras tem 47% do capital votante da petroquímica. A IG4 entrou na empresa ao comprar as ações da Novonor (ex-Odebrecht) que estavam em mãos de grandes bancos como garantia pelo pagamento de dívidas. É hoje a controladora, com 50,1%.

Os dois acionistas vão preparar uma nova proposta para levar aos credores na próxima semana. Eles defendem que a reestruturação seja baseada em um plano de longo prazo para melhorar a rentabilidade da companhia com medidas operacionais, como o uso de insumos da estatal que a Braskem não usava, como gás natural, e o uso da frota da Petrobras para transportar petroquímicos.

Os acionistas prometem reduzir custos operacionais e aproveitar o momento do mercado petroquímico, que opera com elevadas margens com a interrupção de produção no Oriente Médio após o início da guerra no Irã.

O plano rejeitado pelos credores previa um horizonte de cinco anos para a recuperação. Os credores, porém, esperam recuperar parte das perdas em dois anos. A dívida da Braskem é de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões).

Os principais credores, mais ativos nas negociações, são detentores de títulos internacionais (conhecidos como “bondholders”). O prazo para negociações vai até o fim de novembro, mas o grupo de credores quer forçar uma solução no início do mês.

Presente ao mesmo evento que Magda no Rio de Janeiro, o diretor de processos industriais da Petrobras, William França, havia dito mais cedo que espera um acordo dentro do prazo.

“Estamos buscando garantir um plano de reestruturação de capital dentro da recuperação extrajudicial, que permita que a Braskem se estruture operacionalmente, logisticamente e financeiramente. Para que a gente possa, daqui a cinco, seis anos, estar com uma empresa robusta”, afirmou.



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