Ao Cade, Globo e rivais valorizam venda coletiva de direitos do Brasileirão
“É possível afirmar que, na ausência da comercialização coletiva, a CazéTV, assim como outros grupos de mídia entrantes, teria enfrentado dificuldades substancialmente maiores para adquirir direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro em escala suficiente para viabilizar uma oferta competitiva”.
O canal ressaltou que a comercialização em bloco permitiu aos adquirentes o acesso a uma quantidade mínima de jogos com uniformidade de prazos, atenuando a vantagem estrutural dos grupos de mídia tradicionais e alinhando o Brasil às grandes ligas internacionais.
A ESPN sublinhou os ganhos diretos na mesa de negociação, destacando a facilidade para atingir consensos sobre valores e divisão de receitas entre os times.
Por outro lado, a empresa apontou como desvantagem a perda de liberdade para montar grades mais diversificadas:
“A consolidação dos direitos de transmissão dificulta a aquisição isolada de direitos sobre partidas individuais, dificultando a composição de uma grade de campeonatos mais diversificada”.
O SBT disse que “a comercialização coletiva pode reduzir custos de transação e facilitar a formação de um produto com escala, previsibilidade e diversidade de partidas. Entretanto, seus efeitos concorrenciais dependem do desenho concreto: quantidade e composição dos pacotes, duração contratual, exclusividades e possibilidade de aquisição por diferentes plataformas”.





