troca rápida de bateria impulsiona uso
Billy Blaustein, chefe de operações da Vammo, empresa de aluguel de motos elétricas, afirmou que o mercado paulistano tem dimensão comparável à de outros países. “O mercado de motos de São Paulo é maior, a cidade de São Paulo é maior que o mercado de motos de dos EUA inteiro”, disse.
Parte da resistência à mudança passa por custo, desempenho e hábitos. A moto a combustão é mais barata, tem mais potência para encarar ladeiras e mantém um apego cultural ligado ao barulho do motor e a manobras como empinar a moto.
Benedito Carlos, do Sindimotoca, disse que a moto elétrica pode limitar o controle a que muitos motociclistas estão acostumados em algumas situações. “A desvantagem que é: você não tem um controle total como eles estão acostumados. Fazer algumas manobras que é só a combustão proporciona. Mas tem um lado importante que é a economia”, afirmou.
Uma das apostas para ampliar o uso é a troca rápida de baterias, conhecida como battery swap. O sistema funciona com a substituição da bateria descarregada por outra carregada em pontos de troca, em um procedimento rápido.
Thiago Hipólito, diretor de inovação da 99, afirmou que a troca pode ser feita em poucos minutos. “Esse processo de troca demora três minutos, pô, ele gasta muito mais tempo esperando a comida no restaurante do que trocando a bateria”, disse.
Para Blaustein, a redução de gastos é um fator decisivo para entregadores. “E não tem que pagar a gasolina. O custo de gasolina é muito alto, e o custo de manter uma moto elétrica é menor do que o custo de manter uma moto combustão. Não tem troca de óleo, não troca de correia, então tem várias coisas que você não tem que fazer com moto elétrica. Hoje a gente entende que o motoboy vai ser o herói dessa mudança de duas rodas”, afirmou.





