Trump promete “poderio militar sem igual” contra cartéis de drogas
Brasil e México estão entre os países que não aderiram.
Desde que voltou ao poder no início do ano passado, Trump designou os cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras e lançou dezenas de ataques mortais contra embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental que, segundo autoridades norte-americanas, transportam narcóticos com destino aos EUA. Grupos de direitos humanos afirmaram que os ataques, que mataram mais de 220 pessoas, equivalem a execuções extrajudiciais.
“Durante décadas, outros governos permitiram que grande parte desta região fosse dominada por gangues cruéis e cartéis de drogas sanguinários, desestabilizada pela migração descontrolada e infiltrada por adversários estrangeiros hostis – adversários estrangeiros doentios e dementes –, mas isso acabou”, disse Trump à ONU, acrescentando que estava “reafirmando o poder americano” para tornar a região mais segura ao eliminar os cartéis.
“Assim como o Isis, eles devem ser mortos, exilados ou detidos como combatentes inimigos, sem possibilidade de libertação”, disse Trump, “e é isso que estamos fazendo”.
Trump também destacou a campanha de pressão de seu governo contra a Cuba comunista, acusou seus líderes de fomentar grupos de esquerda “subversivos e radicais” nos Estados Unidos e disse que o secretário de Estado Marco Rubio estava “em negociações avançadas com Cuba”.
Os cartéis de drogas que controlam territórios no México, vizinho dos EUA, eram “inaceitáveis”, disse ele, insistindo que o governo daquele país “precisa recuperar o controle de seu solo das mãos dos inimigos da humanidade”.





