Ancelotti começa novo ciclo com velho problema de lesão – 21/09/2026 – Esporte
Uma das razoáveis justificativas para a decepcionante campanha do Brasil na última Copa do Mundo foram as lesões. Se Carlo Ancelotti foi criticado por várias de suas escolhas –e admitiu erros–, é também verdade que a ausência de peças que ele considerava importantes tenha representado um obstáculo significativo.
Com apenas um ano de trabalho até o Mundial, o italiano apostou em jogadores que já conhecia bem do tempo de Real Madrid. Era o caso de do defensor Éder Militão e do atacante Rodrygo, que tiveram problemas físicos graves e não foram à América do Norte. O atacante Estêvão, por quem o treinador rapidamente se encantou, também ficou fora.
A lista aumentou já nos Estados Unidos. O lateral direito Wesley, que assumira a posição na ausência de Militão, foi cortado após lesão em amistoso. E o atacante Raphinha, figura-chave da equipe, jogou menos de uma partida e meia no Mundial, passando o resto do torneio em fracassada tentativa de recuperação.
A seleção caiu nas oitavas, e Ancelotti ganhou quatro anos para promover uma reconstrução. Que já começou com problemas de disponibilidade. Nos últimos dias, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) teve de anunciar duas trocas no grupo convocado para os amistosos contra Austrália e Índia: Wesley, de novo ele, e João Pedro foram trocados por Vanderson e Martinelli.
O grupo começou a se apresentar nesta segunda-feira (21), em Brisbane, na Austrália. Por dificuldades logísticas, o elenco ainda está bastante desfalcado. A expectativa é que apenas na quarta (23) Ancelotti tenha todos os jogadores à disposição, com curta preparação para o duelo com a Austrália na sexta (25), em Townsville.
No atual período estendido para jogos internacionais, que tem sido chamado de “super data Fifa“, o Brasil voltará a enfrentar a Austrália na próxima semana, na terça (29), e, na sequência, partirá para a Índia. A formação verde-amarela tem partida contra a seleção local marcada para o dia 3 de outubro, em Calcutá.
“Serão jogos interessantes. Temos que começar este novo ciclo com o pé direito, fazendo bons jogos e obtendo, se Deus quiser, bons resultados”, afirmou o lateral esquerdo Douglas Santos, um dos nove atletas que estiveram na última Copa e foram incluídos na primeira convocação do ciclo rumo a 2030.
“Estou muito grato a Deus por mais uma oportunidade. Estar neste início do novo ciclo é muito importante para mim. Espero, mais uma vez, aproveitar a oportunidade que o mister está me dando. Todas as vezes que eu venho, tento desfrutar ao máximo para deixar a minha marca”, acrescentou o jogador de 32 anos.
No caso de Jair, é a primeira vez. O zagueiro de 21 anos é um dos nove debutantes no grupo chamado para os amistosos na Oceania e na Ásia –a lista original tinha oito, mas cresceu com Martinelli, do Fluminense. E demonstra empolgação com a chance de brigar pelo seu espaço no time verde-amarelo.
“Para mim, é uma felicidade imensa. É um sentimento que eu não consigo nem colocar em palavras. Desde criança, sempre sonhei em estar aqui. Todo jogador brasileiro sonha em defender seu país, e estou tendo essa oportunidade hoje”, afirmou o beque do Nottingham Forest. “Na hora da convocação, fiquei em choque.”
Jair vai reencontrar na seleção principal companheiros que teve na conquista do Sul-Americano com a equipe sub-20 do Brasil, caso de Breno Bidon, Rayan e Arthur Dias. A porta está aberta para que jovens demonstrem seu valor e consolidem seu espaço sob comando de Ancelotti no caminho para o próximo Mundial.





