Berkshire Hathaway busca manter cultura intacta com chegada de Howard
Trata-se, na verdade, de continuidade?, disse Michael Withers, professor de ?administração da faculdade de administração da Universidade de Notre Dame. O desafio daqui para frente será se Abel e Howard conseguirão honrar o legado (de Warren Buffett), ao mesmo tempo em que dão à Berkshire espaço para se adaptar a um mercado que parece muito diferente daquele que Buffett dominava.
A presença de longa data deles pode tranquilizar investidores ?e analistas que não esperam, nem necessariamente desejam, grandes mudanças ?no conglomerado de aproximadamente ?US$1,1 trilhão que possui negócios que incluem a ferrovia BNSF, a seguradora de automóveis Geico e uma série de empresas dos setores de energia, indústria e de varejo, além de uma carteira de ações que inclui American Express, Apple e Coca-Cola.
Abel ingressou na Berkshire em 2000, quando a empresa adquiriu a antiga MidAmerican Energy, e passou a integrar a equipe de liderança da Berkshire em 2018. Howard Buffett está na Berkshire há ainda mais tempo, atuando como diretor desde 1993.
Howie está lá para fiscalizar?, disse James Armstrong, presidente da Henry H. Armstrong Associates em Pittsburgh e investidor de longa data da Berkshire. ?Minimizar a burocracia, manter o foco nas metas de longo prazo, colocar os acionistas em primeiro lugar, nada de negócios em benefício próprio, nada de corrupção e ampliar a vantagem competitiva que protege os negócios da Berkshire.
Saber o que é viável
Abel, de 64 anos, tem seguido em grande parte o manual de estratégias de Buffett desde que assumiu o cargo de presidente-executivo. O caixa da Berkshire, de US$364,7 bilhões em 30 de junho, valor quase recorde, dá ?a ele liberdade para comprar mais empresas e ações, recomprar as próprias ações da companhia sediada em Omaha, Nebraska, e talvez instituir um dividendo.





