Para o treinador, é mais fácil lidar com as “estrelas” do profissional do que com os garotos da base. Não só pelo entendimento de jogo, mas a maturidade de saber o que é preciso para vencer os jogos.

“Para mim, foi muito mais fácil lidar com os jogadores profissionais que com os jogadores da base. Porque os profissionais, quando você lhe dá uma informação, eles estão jogando a vida. Eles estão jogando a vida dos seus filhos, eles precisam dessa informação para jogar bem. Então, se você dá uma informação que não é muito clara, vão te fazer perguntas, você tem que estar preparado para isso. Então, eles buscam essa informação para poder performar ao máximo nível. Então, para mim é mais fácil treinar os profissionais do que os jogadores da base, que não querem saber. Querem ‘me dá a bola que eu quero jogar’ e é isso. Então, para mim, treinar com o profissional é mais fácil”, analisou o treinador.

Filipe Luís foi demitido do Flamengo no início de março, após perder a Supercopa e a Recopa. Mas deixou o clube com títulos na base e cinco troféus no profissional — Libertadores e Brasileiro foram os principais.

“Eu tive a oportunidade de treinar com Flamengo, que hoje, sem subestimar ninguém, é o melhor elenco da América do Sul. Então, para mim, o jogador que é muito bom sabe quando está bem, quando não está bem, por que está jogando, por que não está jogando, o porquê da vida. Então eu acho que é mais fácil lidar sempre com estrelas que com jogadores com menos nível. Também é algo que eu penso, é uma opinião, não tenho a razão, mas é o que eu penso. Depois tive a vantagem de conhecer muito bem este vestiário porque eu havia jogado com eles. Depois também muitas coisas, eu sabia do que este grupo gostava ou não gostava”, afirmou.

A gestão do grupo para mim foi muito fácil porque é um grupo muito bom a nível de liderança, tem líderes muito ativos que falam, que são jogadores de três Mundiais, campeões da Champions. Então, querem ganhar no mesmo nível que o treinador. Isso é tudo mais fácil de gerir quando são jogadores com muita ambição. É mais fácil de gerir, por mais que sempre vai haver os jogadores que estarão chateados, que não jogam. Mas falando as coisas claras e deixando muito claro o porquê e entendendo que é normal que o jogador se chateie, foi fácil de gerir. Filipe Luís, ex-técnico do Flamengo





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