Por quanto tempo daria para morar na Lua? Estudo fez a conta exata
A pesquisa aponta que a grande barreira para erguer cidades lunares é justamente a quantidade finita de água potável para manter a população viva. Em relação à geração de energia, ela poderia ser suprida por painéis solares ou reatores, de acordo com o estudo.
Se os planos ambiciosos dos bilionários do setor espacial forem concretizados, encontrar mais água será o primeiro passo Dr. Martin Elvis, autor do estudo
Os pesquisadores consideraram como base um volume generoso de 1 bilhão de toneladas de água congelada. Esse recurso está acumulado no fundo de crateras polares que nunca recebem a luz do Sol, conhecidas como “armadilhas frias”.
Grande parte do consumo não vai para o corpo das pessoas. Produzir alimentos em estufas lunares exige imensas quantidades de água: irrigar a lavoura para alimentar um adulto consome de 6 a 15 vezes mais água por ano do que o seu uso pessoal direto.
O cenário drástico sem reciclagem: se a colônia tentasse viver sem reaproveitar seus recursos, a reserva secaria em ritmo alarmante. Mantendo o consumo diário sem reuso, 1 milhão de pessoas esgotariam todo o gelo dos polos em apenas 2,4 anos.
Ao aplicar o sistema de reciclagem da Estação Espacial Internacional, que recupera 98% da água, a situação melhora, mas ainda é insuficiente. Nesse caso, ainda restam 2% de perda inevitável, e é justamente esse pequeno desperdício contínuo que faz a reserva zerar ao fim de 100 anos.





