Bets precisam de regulação e prazo para mudanças, não de proibição afoita

Por mais bem intencionados que sejam os movimentos pela extinção das bens e posições como a de Paula Lavigne, há uma certa falta de realismo ao julgar que a proibição acabará com apostas e apostadores. Diferentemente disso, pode quebrar a indústria do futebol se for tomada sem tempo de adaptação, ao menos.
Sem jamais ter apostado, morando no Rio de Janeiro durante o governo Michel Temer, comecei a ser bombardeado por perguntas frequentes: “PVC, quanto vai ser Osasuna x Betis. ” Repondia com perguntas sobre por que o cara da mesa ao lado queria minha opinião sobre um jogo de segundo escalão da Espanha.
As apostas eram proibidas e, mesmo assim, os caras entravam em sites de qualquer lugar do mundo para apostar. Só no fim do governo Temer houve a legalização. O governo Bolsonaro fracassou na missão de regulamentar em dois anos. Ajudaria a combater o vício mais rápido.





