Deflação em agosto foi atípica, mas tendência para frente é mesmo de alívio
A inflação de agosto, medida pela variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pode ser considerada atípica dentro do atual ciclo de movimentos de preços na economia brasileira. O bônus de Itaipu, puxando para baixo, e o aumento nos preços do cigarro, para cima, desviaram o movimento de sua trajetória “normal”.
Com deflação de 0,32% em relação a julho e alta de 4,22% no acumulado em 12 meses, contra 4,44% em julho, o resultado, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo IBGE, ficou um pouco abaixo das projeções.
Alívio nas pressões
Os recursos transferidos a consumidores pela hidrelétrica de Itaipu fizeram o subgrupo “energia elétrica” recuar 7,63% no mês, sendo responsável por 0,33 ponto percentual de redução no IPCA. Sem o bônus de Itaipu, a inflação de agosto teria registrado estabilidade em relação a julho.
Já o preço do cigarro, item que ainda pesa 0,57% na cesta de cerca de 400 bens e serviços que compõem o IPCA, subiu 19,5% em agosto, impactando o grupo “despesas pessoais” (peso de 10,2% no IPCA). Sem a alta no preço do cigarro, a deflação em agosto teria sido de 0,43%.





