Obra de Regina Silveira cobre o Sesi Lab, em Brasília – 08/09/2026 – Plástico
Uma das artistas mais relevantes do país, Regina Silveira inaugura na semana que vem um trabalho monumental no Sesi Lab, em Brasília. Ela vai cobrir a fachada do espaço, instalado num prédio desenhado por Oscar Niemeyer, com suas tramas de adesivos que lembram um tecido costurado.
Não é a primeira intervenção dessa natureza na história da artista. Ela mesma já costurou a fachada do Masp, em São Paulo, o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e um museu no México. Silveira, que sempre pensou a elasticidade das imagens em diferentes planos, apela aqui à sensação tátil que vem se perdendo ao longo das últimas décadas na história da arte, com a ascensão avassaladora das telas.
No fundo, ela quer lembrar que antes de cristais líquidos e da inteligência artificial sensível à voz, tudo precisava do contato físico, pele e carne, entre artista e matéria. Na mesma mostra agora na capital federal, aliás, a artista retoma um trabalho de sua era analógica, antes feito com lâmpadas em plena avenida São João, em São Paulo, agora num grande painel digital luminoso.
Indo direto aos números, são 530 metros quadrados de adesivos vinílicos espalhados pelas fachadas e uma tela de cem metros quadrados que expõe seu “Dígito”, a velha obra de lâmpadas da década de 1980, agora em encarnação ultratecnológica. É um dedo que investe contra a carne digital, tal qual o incrédulo são Tomás, que, na iconografia cristã, enfia os dedos lá no fundo das chagas de Cristo.
DINHEIRO NA MÃO O Museu Afro Brasil, em São Paulo, e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, em Salvador, vão receber cada um R$ 400 mil, via Lei Rouanet, para reforçar a acessibilidade do público aos espaços e também aos seus programas educativos. O patrocínio é da Motiva, concessionária de infraestrutura.
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