Goleiro do Atlético-GO relata caso de racismo, e juiz ativa protocolo após jogo contra Juventude
Ao término da partida, quando o Paulo Vítor sofreu uma entrada e machucou, até com marcas da chuteira do jogador do Juventude na canela, ele foi pegar a bola para dar reinício à partida. Um torcedor do Juventude chegou até o alambrado e disse as seguintes palavras: ‘Vamos jogar, macaco’. Ele já comunicou ao árbitro, que relatou, chamou o policiamento, fez o gesto de racismo e está na súmula, que ele vai divulgar em breve na CBF.
Júnior Mortosa, gerente executivo do Atlético-GO

Os torcedores do Juventude no Alfredo Jaconi passaram a vaiar após a ativação do protocolo. Eles também gritaram “timinho” para o Atlético-GO.
Após relatar o caso de racismo, Paulo Vítor conversou com alguns jogadores de ambas as equipes e se acalmou. Em seguida, os times partiram para os vestiários, onde o goleiro conversou com a polícia, que tentará identificar o torcedor pelas câmeras do estádio.
Este não foi o primeiro caso de racismo no estádio do Juventude. Em maio deste ano, o atacante Marcos Paulo, do próprio Juventude, denunciou um torcedor do time. Ao ser substituído da partida contra o Sport, ele caminhava pelo lado de fora das quatro linhas e foi alvo de injúria racial por um torcedor — o homem foi identificado, detido e conduzido à delegacia.





