Enquanto aguarda UE liberar carne bovina, Brasil avança com frango e mel
Inspeção começou em 24 de agosto e incluiu visitas a estabelecimentos produtivos e órgãos oficiais. Técnicos brasileiros apresentaram os procedimentos de fiscalização e controle adotados no país para que os europeus verificassem o funcionamento do sistema brasileiro.
Carne bovina não fez parte dessa auditoria e continua sem previsão para voltar ao mercado europeu. O processo para os bovinos é considerado mais demorado. A expectativa de uma solução mais rápida para frango e mel já havia sido relatada pela colunista do UOL Janaína Figueiredo.
Restrições aos produtos brasileiros entraram em vigor ontem. Além de carne bovina e de aves, a medida atinge pescados, ovos, mel e tripas. O Brasil havia sido retirado em 12 de maio da lista de países considerados em conformidade com as regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
UE afirma que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o cumprimento dessas normas. As regras europeias proíbem determinados medicamentos para estimular o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais e restringem o uso de substâncias consideradas importantes no tratamento de infecções em humanos.
Governo brasileiro afirma que fez as adequações exigidas e enviou documentação sobre as cadeias atingidas. Desde maio, o país mantém negociações políticas e técnicas com a UE para tentar reverter as restrições.
No caso do frango, importadores europeus chegaram a antecipar compras antes da entrada em vigor da medida. Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), as vendas brasileiras de carne de frango para a UE cresceram 73% entre janeiro e julho deste ano.





