Monfils foca na estreia no US Open e ainda não pensa no seu legado
Nova York (EUA) – Prestes a disputar o 71º e último Grand Slam da carreira, já que vai se aposentar no final do ano, o francês Gael Monfils está focado em fazer o melhor possível na estreia no US Open e prefere deixar para depois a análise sobre o legado que vai deixar para o tênis.
“Esta será especial. É a última. Completarei 40 anos no dia em vou jogar, então este é um grande marco para mim, poder jogar aos 40. Quero me sair bem, mas muito bem, considerando onde estou agora”, disse Monfils, que enfrentará o paraguaio Daniel Vallejo na próxima terça-feira, dia do seu aniversário.
“Acho que me esforcei bastante, dentro e fora da quadra, para dar o meu melhor na terça-feira. No fim das contas, é só um jogo. Vou dar o meu melhor e veremos o que acontece”, disse o veterano francês, que esteve em ação nas duplas mistas, indo até as semifinais com a esposa Elina Svitolina.
Questionado sobre como gostaria que seus muitos anos em turnê fossem lembrados, ele mostrou humildade, misturada à perspectiva adquirida ao longo de muitos anos no esporte. “Para ser honesto, eu realmente não sei. Não sei mesmo. Acho que verei com o passar dos anos. Mas sempre digo isso: ‘Só o tempo dirá’”.
Elogios ao compatriota Fils
Um dos nomes da nova geração, o promissor compatriota Arthur Fils foi elogiado por Monfils, que o conhece desde a adolescência. “Sempre tivemos uma boa ligação, conversávamos muito. Ele veio participar da turnê e, sabe, compartilhamos momentos dentro e fora da quadra. Senti que tínhamos muitas coisas em comum”, compartilhou.
“Então, nós nos tornamos muito próximos. Eu sempre digo que o apoiarei de alguma forma, e que se ele precisar de alguma coisa, pode ficar à vontade para me pedir”, acrescentou o francês de ainda 39 anos.
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“Ele é um garoto muito legal, muito respeitoso. Me dou super bem com o pai dele e, claro, conheci a mãe. Uma família muito humilde. Ele sabe de onde veio, sabe, o que seus pais fizeram para ajudá-lo a se tornar um tenista. Valores excelentes”, acrescentou Monfils.
O próprio Fils já falou sobre a relação entre eles e agradeceu os conselhos. “Ele é como um irmão mais velho para mim. Eu o acompanho desde sempre, acho que como todos nós. Sabe, vê-lo agora no circuito significa muito. [Sou] muito próximo dele”, contou o campeão do Masters 1000 de Cincinnati.





