Flávio se esquiva sobre Vorcaro, defende anistia e diz que respeitará urnas
Candidato repetiu a versão de que os pagamentos foram “patrocínio privado” e que não houve uso de recursos públicos. Segundo ele, o banqueiro foi um “investidor” e não houve nenhuma contrapartida. “Foi de boa fé, não tem nada de ilegal, está tudo correto”, disse. Vorcaro é investigado por uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil e está preso.
Senador disse que o caso está “mais do que esclarecido”, mas não detalhou como o dinheiro foi usado. Após o caso vir à tona, prometeu que divulgaria as despesas do filme, mas isso não aconteceu. Na sabatina, ele afirmou que a prestação de contas foi apresentada à Polícia Civil de São Paulo.
Flávio prometeu respeitar o processo eleitoral e o resultado da votação. Ele não respondeu, contudo, se respeitaria o processo caso perca a disputa eleitoral. “Jamais questionei a questão do processo eleitoral. Quero dizer a todos vocês que vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições. Eu estou concorrendo com essas regras, eu vou ser presidente da República com essas regras”, declarou.
Ele admitiu que errou ao dizer que as urnas do Brasil são fabricadas por uma empresa venezuelana. O senador deu a declaração em evento com embaixadores, em julho, e foi desmentido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “Falei errado, ela não fabricou as urnas. Falei equivocadamente”, declarou.
Flávio prometeu que, se eleito, vai conceder anistia durante a transição de governo. Também afirmou que uma “grande farsa foi armada” para tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da vida pública, criticou o ministro do STF Alexandre de Moraes e negou que houve tentativa de golpe no Brasil.
Cola na mão
Flávio repetiu um recurso já usado pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), e levou uma “cola” na palma da mão. Flavio escreveu na mão esquerda as palavras “Mudança”, “Futuro” e “7/set”.





