Crise no varejo é culpa dos juros altos e do comércio online, diz ministro
O avanço das vendas pela internet também forçaria as empresas a reverem seus investimentos. “Você tem uma situação no comércio varejista de mudança de atividade, direcionamento com crescimento das lojas online”, avalia o ministro. “A gente recebe demandas desse setor para aumentar a empregabilidade e casos de posicionamento no mercado.”
Acredito que seja um reposicionamento momentâneo que o varejo passa e não acredito que seja uma crise estrutural.
Chico Macena, ministro interino do Trabalho
Pior julho em 7 anos
Apesar do recuo no comércio, o Brasil criou 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho. O saldo geral, no entanto, é o pior desempenho para o mês desde 2019 e representa uma queda de 56% na comparação com julho de 2025, quando o país abriu 133.932 vagas formais. O resultado também surpreendeu negativamente o mercado financeiro, que projetava a abertura de cerca de 115 mil novas vagas formais.
O desempenho nacional no mês foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 24.098 novos empregos. A construção civil abriu 12.691 vagas, seguida pela agropecuária (+12.523) e pela indústria (+11.315).
O país mantém o sétimo mês consecutivo com mais contratações do que demissões. Julho registrou 2,26 milhões de novas admissões contra 2,20 milhões de desligamentos, elevando o estoque total para 48.082.866 vínculos ativos. Nos sete primeiros meses de 2026, o saldo positivo acumulado é de 972.203 novas vagas formais.





