Colapso em geleira no Nepal era difícil de prever, dizem especialistas
Sistemas de alerta precoce para perigos glaciais costumam mirar pontos específicos de risco, como lagos formados pelo recuo de geleiras. Nesses locais, cientistas podem acompanhar o nível da água para identificar aumentos inesperados e estimar o potencial de transbordamento.
O professor Eran Hood, da Universidade do Alasca, diz que estudos em outros locais usam uma combinação de ferramentas para tentar antecipar inundações. Ele afirma que, em pesquisas sobre cheias associadas à geleira Mendenhall, no Alasca, foram usados vídeo em tempo real, medições a laser do nível da água e observações frequentes em campo para avaliar riscos a comunidades rio abaixo.
Por que prever esse tipo de colapso é difícil
Uma alternativa citada por Hood é ampliar o monitoramento com medições sísmicas e sensoriamento remoto para montar imagens 3D do terreno. A ideia, segundo ele, é acompanhar deformações ao longo do tempo e avaliar se há risco de colapso em encostas e áreas de gelo.
A geografia do Himalaia, porém, limita a coleta de dados e a operação de equipamentos. “Mas o Himalaia é muito remoto. Não é fácil entrar lá com drones ou helicópteros”, disse Hood ao NYT.
Relatório de 2020 de um órgão intergovernamental de monitoramento de montanhas aponta 2.070 lagos glaciais no Nepal. Do total, 21 são classificados como de alto risco, e há ainda muitos outros lagos glaciais em áreas himalaianas próximas na China e na Índia.





