como espetáculo recruta talentos olímpicos no esporte
Ele começou no Cirque se apresentando nas barras, mas teve que se reinventar após a apresentação tirar o ato em que ele se apresentava do espetáculo. Ele foi dispensado, focou o trapézio voador e voltou ao Cirque du Soleil, onde sua esposa, Roxane, também é trapezista — eles têm dois filhos.
Sobre a troca de dicas com trapezistas mais experientes, Kuwai disse que a ajuda entre a equipe é constante. “Todo mundo vai trocando conhecimento, trocando técnica”, afirmou. “Mas a gente tem um responsável dentro da trupe, que é o Head Coach [técnico principal], que é o responsável, que tem esse papel, mas no final todo mundo acaba se ajudando mesmo”, completou.
Apesar de ter deixado a carreira de ginasta, a trapezista do Cirque também ressaltou que a preparação física é constante, mesmo com poucos treinos completos devido à intensidade do calendário, com 8 a 10 apresentações por semana.

Os treinos específicos de trapézio são meio que só para manter, fazer a manutenção dos shows. Mas a gente acaba treinando praticamente todos os dias fora. Então, é condicionamento, musculação, pilates, bioterapia. Tudo isso para chegar no objetivo final, que é o trapézio. Mas assim, a gente treina praticamente todos os dias. Nas férias, nas folgas, para poder chegar e garantir que vai sair tudo bem.
Pati Kuwai, trapezista brasileira do Cirque du Soleil, ao UOL
Alexandre Atta, outro trapezista brasileiro do Cirque, contou que começou no judô. Segundo ele, mesmo sem ter passado pela ginástica, a experiência no esporte foi importante. “A gente já tinha a força, já tinha a flexibilidade, então a transição para o trapézio e para o circo não foi tão difícil para mim, mesmo eu já começando numa idade avançada. Não como esses meninos aqui que já começaram desde criança”, disse, apontando para Julio César e Fabio Farfan, colegas de trapézio.





