Apex abre fluxo de caixa à Justiça e ex-presidente pede desbloqueio de bens
A crise recente teria dificultado que as operacionais paguem suas contas e ajudem a holding. Por isso, as marcas superavitárias precisariam transferir recursos às deficitárias.
A maior parte do dinheiro movimentado serve para pagar funcionários e impostos. Cerca de 54% vai para pessoal, 22,7% para fornecedores vitais, 22,3% para tributos e 1,1% para aluguéis.
A Apex pede autorização para manter o fluxo financeiro entre suas empresas. A proposta é enviar relatórios quinzenais à Justiça detalhando CNPJ, valor, data e o motivo de cada operação realizada.
O grupo também informou a transferência de R$ 216 mil nos próximos dias. São 18 movimentações planejadas entre 20 e 26 de agosto, sob a representação do advogado José Carlos Stein Junior.
A Justiça já havia autorizado a manutenção de pagamentos essenciais. Uma decisão do dia 18 permitiu a quitação de pessoal, exigindo em troca a discriminação detalhada dessas movimentações
O pedido à Justiça ocorre após a destituição Fernando Antonio Kulnig Cinelli. O executivo foi afastado da presidência da Apex no dia 6 de agosto, após auditorias apontarem supostas inconsistências financeiras.





