Dólar abre influenciado por acomodação do petróleo e reação de Bolsas fora
Mercado monitora comportamento de juros americanos em meio ao crescimento da dívida dos Estados Unidos. O avanço do endividamento recorde a US$ 40 trilhões eleva o custo financeiro no país, pressiona as taxas dos títulos do Tesouro americano e influencia o fluxo global de recursos.
Países emergentes precisam oferecer um prêmio adicional para continuar atraentes para investidores globais. Isso pode reduzir ou tornar mais seletivo o fluxo de capital para o Brasil, pressionar o real e aumentar a volatilidade da Bolsa, principalmente em empresas mais sensíveis a juros e dependentes de capital estrangeiro. Marcela Rocha, economista e chefe de investimentos da Avenue
Fluxo de recursos externos pode ajudar Bolsa brasileira a sustentar reação. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, subiu pouco ontem, apenas 0,06%, mas o suficiente para manter a tendência positiva após ganho de 0,9% na véspera, quando encerrou uma sequência de 11 sessões seguidos de perdas.
Na semana, Ibovespa tem leve alta de 0,6%. A variação positiva ontem e na quarta-feira reduziu em parte as perdas apuradas na sequência de 11 quedas seguidas, que chegaram a derrubar o indicador em 6,6%.
Desempenho das ações de maior peso no Ibovespa é chave para a Bolsa. As ações da Petrobras, que representam 12,6% do índice das ações mais negociadas, e da Vale, que respondem por 11% do indicador, têm sustentado o ganho do indicador. Esses papéis são mais movimentados quando estrangeiros estão ajustando suas carteiras no mercado brasileiro.
Corporativo
Petrobras subiu 7% em seis pregões de alta. Na sequência seguida, as ações PN (preferenciais a dividendos) subiram de R$ 41,45 a R$ 44,32, ganho de 7%. Alta do preço do petróleo e notícias positivas sobre exploração na Foz do Amazonas têm sustentado o desempenho da companhia na Bolsa, após empresa reportar também ao maior lucro desde 2022, de R$ 54,2 bilhões no segundo trimestre.





