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FIA libera ‘asa macarena’, mas cita alerta com Red Bull


Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, afirmou que a Federação não tem objeções ao conceito da ‘asa macarena’ e não irá intervir no tema. No entanto, a entidade reguladora da Fórmula 1 manteve conversas com a Red Bull após dois acidentes envolvendo Max Verstappen.

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“Quando o primeiro projeto desse tipo surgiu, queríamos ter certeza de que fosse totalmente seguro”, disse Tombazis a um grupo seleto de veículos de mídia, incluindo o Motorsport.com. “E isso envolveu vários requisitos, assim como em muitos sistemas complexos e equipes de engenharia que utilizam a chamada análise FMEA, que é a análise de modos de falha”.

Essa avaliação não se referia apenas ao tempo de fechamento prescrito, mas também ao comportamento subsequente da asa e do restante do carro – já que o tempo de fechamento por si só não é suficiente e o fluxo de ar não se restabelece imediatamente após o fechamento da asa.

“Tivemos muitas discussões para garantir que esses projetos fossem seguros. Principalmente, queríamos ter certeza de que nunca haveria risco de, digamos, uma falha hidráulica, o que significaria que a asa permanecesse aberta e não pudesse voltar à posição fechada”.

“Além disso, queríamos garantir que isso ocorresse em um intervalo de tempo muito curto. Que não houvesse um movimento muito lento, o que poderia desestabilizar o carro”.

Ferrari was the first to bring its 180 degree wing to the track

A Ferrari foi a primeira a levar sua asa de 180 graus para a pista

Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images

O resultado dessas discussões é que o conceito geral foi considerado aceitável, embora tenha sido necessário algum trabalho adicional no caso da Red Bull.

Segundo Tombazis, isso não significa que a FIA tenha formalmente exigido que a Red Bull fizesse alterações, mas sim que a equipe técnica liderada por Pierre Wache percebeu, com base nessas discussões – e, logicamente, nos acidentes –, que ainda havia mais trabalho a ser feito.

“Então, temos discutido essas questões e, com base nessas discussões, a Red Bull quis fazer mais alguns ajustes”, continuou Tombazis.


“Não dissemos especificamente a eles ‘não, vocês não podem correr com ela’, mas eles precisavam fazer um pouco mais de trabalho para ter certeza, porque, no fim das contas, eles também querem que o carro seja seguro. Acho que ninguém quer que o próprio carro sofra um acidente”.

Esse trabalho adicional para resolver os problemas – que, segundo Wache, eram de natureza mecânica – fez com que a Red Bull tivesse que voltar temporariamente a uma especificação mais convencional na Bélgica, antes que a asa traseira giratória pudesse ser usada novamente por Verstappen e Isack Hadjar na Hungria.

Relembre a polêmica envolvendo a ‘asa macarena’

Uma das inovações mais chamativas da primeira metade da temporada 2026 foi a asa traseira giratória, apelidada de “macarena” pelo chefe da equipe da Ferrari, Frederic Vasseur.

A Ferrari foi a primeira a revelar o conceito durante os testes de pré-temporada e conseguiu surpreender vários rivais – incluindo a McLaren – com essa solução inovadora.

Naquele momento, a Red Bull já estava trabalhando em sua própria versão nos bastidores. O diretor técnico Wache enfatizou que a inspiração não veio da Ferrari e que o conceito da Red Bull funciona de maneira diferente, o que de fato é verdade, já que, entre outras coisas, ele gira na direção oposta.

A Red Bull simplesmente não conseguiu deixar sua asa giratória totalmente operacional a tempo para o início da temporada, o que significa que ela foi usada pela primeira vez apenas em Miami.

Os primeiros fins de semana de corrida transcorreram sem problemas tanto para o projeto da Ferrari quanto para o da Red Bull, mas as asas giratórias passaram a ser alvo de maior escrutínio após os dois acidentes consecutivos de Verstappen na Áustria e Silverstone.

Posteriormente, a FIA solicitou informações adicionais tanto à Red Bull quanto à Ferrari. Isso não foi voltado especificamente à Scuderia, mas foi simplesmente uma forma de tratar ambas as equipes de maneira igualitária, já que eram os times que haviam corrido com o conceito até aquele momento.

Além disso, era importante que a FIA compreendesse plenamente as especificidades de ambos os sistemas, já que cada vez mais equipes estão desenvolvendo suas próprias versões. A McLaren já testou uma asa giratória e planeja utilizá-la em “um dos primeiros fins de semana após a pausa”.

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