Juros altos levaram Casas Bahia à recuperação judicial, diz economista
Menezes disse que o resultado mais recente — R$ 10 bilhões de déficit no segundo trimestre de 2026 — piorou a fotografia da companhia, mas não se explica só pela operação do dia a dia. Ele citou que a maior parte do prejuízo veio de ajustes contábeis ligados a ativos e dívidas.
A gente viu agora no segundo trimestre um prejuízo de 10 bi, sendo que 1 bi foi do prejuízo operacional. Esses 9 bi são muito ligados a remanejamento de ativos, reprecificação de dívidas.
Pedro Menezes
O economista afirmou que, com a pressão de caixa, a empresa passou a enfrentar atrito na cadeia de fornecimento. Segundo ele, transportadores chegaram a interromper entregas, o que aumentou o risco de desabastecimento em lojas.
A empresa estava tendo dificuldade, porque muitos transportadores estavam parando de mandar os produtos. Isso podia desabastecer as lojas em algumas coisas, porque as Casas Bahia não tinham pago os fornecedores antes, em contratações anteriores.
Pedro Menezes
O economista acrescentou que o cenário mais provável é que Casas Bahia diminuam de tamanho diante da recuperação judicial, mas não descartou até mesmo o fim da operação.
Não será surpreendente se a gente começar a viver num mundo onde as casas Bahia talvez tenham um tamanho muito menor ou nem existam. É uma possibilidade real. A Oi acabou de passar por um processo parecido. Enfim, é um clássico.
Pedro Menezes





