STF suspende condenação de Jucá e ex-senador pode concorrer às eleições
O ex-senador afirmou que a decisão que o condenou era “no mínimo estranha”. “Um processo que venci na primeira instância, que estava prescrito e que não podia ser julgado lá”, afirmou. “Se restabelece a verdade com a decisão dos tribunais superior”, complementou.
O STJ também concedeu uma liminar favorável a Jucá. O ministro Messod Azulay Neto, relator do habeas corpus protocolado pela defesa, suspendeu o efeito de inelegibilidade decorrente da condenação pelo TRF-1. A decisão foi tomada também ontem.
O prazo para registrar candidatura termina hoje. Nas redes sociais, Romero Jucá anunciou, em abril, ser pré-candidato a deputado federal por Roraima.
A condenação
O juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso apontou que uma doação de R$ 150 mil recebida por Jucá era propina em favor da construtora Odebrecht. O entendimento se referia ao valor que o diretório estadual do MDB de Roraima repassou para o ex-senador.
O MPF (Ministério Público Federal) informou que chegou à conclusão a partir da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, na Operação Lava Jato. O empresário afirmou que Jucá atuou em favor dos interesses da construtora em troca do dinheiro.





