Dólar abre a R$ 5,15, com petróleo, economia dos EUA e balanços no radar
O movimento de ontem reflete uma combinação de fatores. O IPCA veio acima do esperado e a Ata do Copom manteve um tom cauteloso, reduzindo as apostas em uma sequência mais rápida de cortes da Selic e pressionando a curva de juros. A revisão da recomendação para o Brasil pelo JPMorgan, a saída de capital estrangeiro e o recuo de ações de grande peso, como bancos, Petrobras e Vale, também contribuíram para a queda do índice. Elson Gusmão, Diretor de Câmbio da Ourominas
Ibovespa caiu 2,5% ontem. O indicador das ações mais negociadas fechou em 167.874 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro. Segundo analistas, a saída líquida de recursos de investidores estrangeiros, em meio à expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos e incertezas sobre a política econômica no Brasil após as eleições reduzem o apetite dos aplicadores pelo mercado de renda variável brasileiro.
Um vetor que derrubou a Bolsa ontem foi o relatório do JP Morgan, rebaixando a recomendação de investimento no Ibovespa de overweight para neutro, apontando uma maior percepção de risco Brasil, com possível estagnação de corte de juros após setembro de 2026 e efeitos das eleições em outubro deste ano. Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital
Economia americana entra no radar hoje. A inflação ao consumidor no país para o mês de julho vai ser usada pelos investidores para ajustes nas apostas para as próximas decisões do Fed (Federal Reserve) para os juros no país, em meio à expectativa de que o órgão eleve a taxa ao longo deste segundo semestre.
Ainda no exterior, preço do petróleo segue pressionado. A incerteza sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, para que volte a fluir o trânsito de petroleiros pela rota por onde passavam 20% do fornecimento mundial da commodity antes da guerra, impede uma queda firme dos contratos. O barril com entrega em outubro do barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, valia US$ 89,25 às 9h (horário de Brasília), mais 0,4% ante fechamento de ontem.
Na Bolsa investidores reagem aos balanços de companhias listadas na Bolsa B3. Agentes de mercado analisam números de B3 e PagBank, que divulgaram dados ontem à noite. Após fechamento, analistas recebem os números de Casas Bahia, Amricanas e Oncoclínicas, com atenção voltada para caixa das companhias.





