Ação da Renner cai na Bolsa após empresa cortar previsão de vendas em 2026
Empresa cortou projeção para o desempenho das vendas no segundo trimestre por causa do cenário macroeconômico e competitivo. A estimativa de crescimento de receita líquida para o ano de 2026 de 9% a 13% para 4% a 8%, diante do desempenho de vendas abaixo do esperado no segundo trimestre de 2026 e de uma conjuntura macroeconômica e competitiva mais desafiadora, segundo o CEO Fabio Faccio. A receita líquida de varejo somou R$ 3,69 bilhões no segundo trimestre, alta de 1,08% em um ano.
De acordo com o diretor financeiro da companhia, Daniel Martins, a Copa do Mundo ainda afetou os números de julho. Segundo ele disse na teleconferência de resultados, fatores como a base de comparação mais fraca na segunda metade do ano, bem como a manutenção do plano de abertura e reformas de lojas até o final do ano, “dão tranquilidade” de que a companhia consegue entregar vendas dentro do novo intervalo estimado.
Para BTG Pactual, desaceleração das vendas abaixo do esperado é principal fonte de preocupação. Em relatório, os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim, Beatriz Cendon apontam que as vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 0,5%, pressionadas por um ambiente de consumo mais fraco, pela concorrência crescente de plataformas internacionais e pelos impactos da Copa do Mundo sobre o fluxo de clientes.
O segundo trimestre foi claramente mais fraco na linha de receitas, e a administração foi obrigada a revisar seu guidance de vendas para 2026. Ainda assim, a avaliação continua indicando potencial de valorização, apoiada por dividendos atrativos e possíveis recompras de ações. Analistas do BTG
A revisão para baixo das projeções e os resultados abaixo do esperado foram os principais pontos destacados pelos analistas do Itaú BBA também. Segundo o relatório do time lideradopor Rodrigo Gastim, o corte relevante no guidance logo no primeiro ano do ciclo de projeções tende a pressionar as ações, sobretudo diante da desaceleração operacional observada recentemente, de um mês de julho ainda desafiador e do aumento das incertezas para o segundo semestre de 2026 e para 2027.
Mais do que o resultado abaixo do esperado, a forte redução das projeções enfraquece a confiança nas estimativas futuras e aumenta as dúvidas sobre o ritmo de crescimento da companhia. Rodrigo Gastim, analista do Itaú BBA





