SpaceX tem prejuízo de US$ 541 mi no 2º tri, e pagará US$ 60 bi por startup
A receita total somou US$ 7,81 bilhões, alta de 91,9% em um ano. O avanço veio dos três segmentos em que a SpaceX opera — Espaço, Conectividade e Inteligência Artificial —, com destaque para a divisão de IA, cuja receita mais que triplicou na comparação anual, para US$ 2,56 bilhões.
O Ebitda ajustado (indicador que mede a geração de caixa da operação) somou US$ 3,54 bilhões, alta de 191,4% sobre o mesmo período de 2025. A margem Ebitda ajustada passou de 29,8% para 45,3%, avanço de 15,5 pontos percentuais.
Os investimentos (capex, os gastos com máquinas, obras e tecnologia) somaram US$ 18,37 bilhões no trimestre, salto de 550,3% ante os US$ 2,83 bilhões de um ano antes. A maior fatia, US$ 15,83 bilhões, foi para o segmento de inteligência artificial, na expansão da capacidade de computação do data center Colossus II.
A companhia encerrou o trimestre com US$ 100,01 bilhões em caixa, equivalentes de caixa e títulos, ante US$ 24,75 bilhões no fim de 2025. A dívida bruta, somando empréstimos e arrendamentos financeiros de curto e longo prazo, era de US$ 39,36 bilhões em 30 de junho, ante US$ 22,90 bilhões em 31 de dezembro — o documento não traz o balanço do primeiro trimestre de 2026 para uma comparação trimestral direta.
A base de assinantes do Starlink, serviço de internet via satélite, dobrou em um ano e chegou a 12 milhões no fim de junho. A receita média por usuário (ARPU) recuou de US$ 85 para US$ 66 por mês no mesmo período.
O balanço também traz o fechamento do IPO da SpaceX, concluído em 15 de junho, que captou cerca de US$ 85,7 bilhões com a venda de 638.888.888 ações ordinárias Classe A. As ações, sob o código SPCX, começaram a ser negociadas na Nasdaq em 12 de junho. Em 26 de junho, a companhia também fechou uma emissão inaugural de US$ 25 bilhões em títulos de dívida, com vencimentos entre 2031 e 2056.





