Noskova evita acomodação após Wimbledon: “Ainda mais motivada”
Toronto (Canadá) – Três semanas depois de conquistar seu primeiro título de Grand Slam, em Wimbledon, Linda Noskova volta ao circuito no WTA 1000 de Toronto. Agora ocupando a sétima posição do ranking, a tcheca de 21 anos segue motivada para conquistar objetivos ainda maiores.
Na coletiva de imprensa deste domingo, Noskova contou que as semanas seguintes ao título foram intensas, divididas entre compromissos com a imprensa, celebrações e alguns dias de descanso ao lado da família. Ainda assim, afirma que ficou animada para voltar ao circuito e iniciar uma nova etapa da temporada.
“Estou muito feliz por estar de volta. As últimas semanas foram uma verdadeira loucura, então é bom poder recomeçar”, disse a tcheca, que estreia contra a vencedora da partida entre a alemã Tatjana Maria e a norte-americana Caty McNally. “É uma nova semana, um novo torneio e uma nova superfície. Tenho que me adaptar o mais rápido possível, mas também é uma nova oportunidade para trabalhar no meu tênis e evoluir”.
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A campeã de Wimbledon revelou que precisou mudar a própria mentalidade para evitar que a conquista representasse um ponto de acomodação. “Tive que dizer a mim mesma que esse não é o fim do mundo. Minha carreira não termina aqui, espero que ela esteja apenas começando. Ganhar um Grand Slam é algo inacreditável, mas ainda tenho 21 anos. Ter conseguido isso tão cedo me dá ainda mais motivação para seguir em frente”.
A transição da grama para o piso sintético também não preocupa. Tradicionalmente, ela sempre se sentiu mais confortável nas quadras duras e acredita que a experiência recente tornou as mudanças de superfície mais naturais. “Sempre gostei muito do piso sintético. Hoje essas transições estão ficando cada vez mais fáceis. Preciso apenas me adaptar às condições, às bolas, à velocidade da quadra e até ao clima, mas isso faz parte do circuito”.
Noskova admite que levou cerca de uma semana para assimilar o tamanho da conquista em Londres e acredita que talvez nunca compreenda completamente o significado daquele momento. “É algo pelo qual trabalhei a vida inteira. Demorei uns dez dias para realmente perceber o que tinha acontecido e talvez eu nunca entenda isso por completo. Mas o calendário é muito longo, a motivação pode oscilar e você precisa encontrar uma forma de recomeçar rapidamente. Felizmente, isso sempre aconteceu de maneira natural para mim”.
Questionada sobre suas referências na infância, a tcheca destacou a bicampeã de Wimbledon Petra Kvitova. “Era muito mais fácil acompanhar uma jogadora tcheca do que qualquer outra. Ela sempre foi um grande exemplo para quem cresceu jogando tênis no nosso país. Vê-la conquistar Wimbledon duas vezes e depois ter a oportunidade de enfrentá-la foi algo simplesmente incrível”.





