MP investiga entrada de PMs armados em escola de SP por desenho de orixá
Secretaria da Segurança Pública decidiu não abrir inquérito policial militar nem sindicância contra os agentes em apuração preliminar. O órgão entendeu que não havia indícios de transgressão disciplinar.
Denúncia envolveu atividade sobre cultura afro-brasileira
Episódio ocorreu em 11 de novembro de 2025, quando o pai de uma aluna de 4 anos alegou que a filha era obrigada a participar de uma “aula de religião africana”. A denúncia foi feita depois que a criança produziu um desenho da orixá Iansã.
Secretaria da Segurança Pública confirmou depois que o pai da estudante é soldado da Polícia Militar da ativa. Doze policiais entraram na escola, e um deles portava um fuzil.
Imagens das câmeras corporais mostram uma discussão entre o tenente responsável pela ocorrência e a diretora da escola. O policial diz que a educadora tentava “ditar sua ideologia”, enquanto ela afirma que a atividade tinha base no livro infantil Ciranda de Aruanda.
Polícia Civil indiciou o pai da aluna por intolerância religiosa em março deste ano. Em junho, uma apuração concluiu que os policiais seguiram o protocolo da PM e encerrou a investigação antes da análise integral das imagens das câmeras corporais.
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