China em ascensão se volta para sua cultura e história
É por vezes comparada, inadequadamente, ao rock. Para acentuar esse paralelo, há cenas em que personagens acompanham shows de rock chinês e uma música da emblemática banda Black Panther, dos anos 1980/90 — e no momento minha favorita no QQ Music, o Spotify daqui.
Apesar de capítulos carregados de passagens trágicas, caso do 44, que dividiu a internet chinesa, foi a maior audiência de horário nobre no ano, na TV aberta, e bateu o recorde da plataforma. Foi também um sucesso comercial, acumulando 27 marcas diferentes.
Como aconteceu com Xangai após a série “Blossoms Shanghai”, de Wong Kar-wai, “A Protagonista” levou ainda mais turistas internos à província de Shaanxi, onde fica Xi’an. Significativamente, a série alcançou esses resultados não por reunir jovens ídolos, caminho mais comum no país, mas pela história e pelos atores.
Na série, a atriz Liu Haocun faz a fase adolescente-adulta da protagonista Yi Qin’e. É persistente, mas incapaz de lidar com as disputas dentro da companhia e em torno dela mesma. É treinada às escondidas por mestres envelhecidos, que vislumbram o que pode alcançar —e como a Ópera de Qinqiang pode sobreviver através dela.
Sua estreia como protagonista no capítulo 18, forçada ao palco pelo maior de seus mestres, Gou Zunzhong, feito por Sun Hao, é para mim a cena mais marcante.





