Sobe para 30 o número de mortos após terremoto no sul do Japão – 30/07/2026 – Mundo
Subiu para 30 o número de mortos após o terremoto desta semana no sul do Japão, anunciou nesta quinta-feira (30) o governo do país asiático. Os trabalhos continuam para chegar a possíveis sobreviventes em um shopping center que desabou com o tremor.
A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou o novo balanço após autoridades da província de Kumamoto divulgarem a recuperação de quatro corpos de uma massa de escombros, aço e cabos do shopping Aeon, que desabou por uma explosão após o terremoto de magnitude 7,1.
“Retiramos dez pessoas. Quatro delas foram confirmadas como mortas e uma não apresenta sinais vitais. Outras sofreram ferimentos graves ou leves”, informou um funcionário do escritório local de gestão de desastres.
O terremoto de terça-feira (28) à tarde causou danos significativos em Kumamoto, na ilha de Kyushu, onde destruiu residências, danificou pontes, provocou incêndios e deixou dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade e água.
Uma série de réplicas sacudiram a região desde o terremoto inicial, o que agravou ainda mais a situação dos moradores, que enfrentam temperaturas sufocantes que devem atingir pelo menos 38 °C no fim de semana.
“A falta de serviços essenciais como água e eletricidade afeta muito os moradores”, explicou Hiroyuki Matsushima, funcionário de um supermercado em Yatsushiro, uma das áreas mais atingidas. “Com esse calor, sem eletricidade nem ar-condicionado, é muito difícil”, acrescentou o pai de quatro filhos.
Imagens captadas no interior do shopping desabado mostram os socorristas com uniformes alaranjados e capacetes brancos avançando com cautela entre barras de aço retorcidas, cabos pendurados e tetos destruídos.
“Estive aqui há muito pouco tempo”, afirmou o empresário Fumihiko Matsuura, de 56 anos. “É como se eu tivesse escapado por pouco do perigo”.
“Tenho água engarrafada e outras provisões”, acrescentou. “Vou ficar alerta e ser cauteloso nos próximos dias”, garantiu, ao relembrar a tragédia causada em 2016 por um terremoto de magnitude 7,3 —que se seguiu a outro de 6,5— e deixou 273 mortos e mais de 2.800 feridos.
Também foram confirmadas cinco mortes e quatro desaparecidos na fábrica de papel da empresa Nippon Paper Industries na cidade de Yatsushiro, onde parte de uma chaminé desabou, informou um funcionário do governo.
Até a tarde daquele dia, 31.200 residências e instalações continuavam sem eletricidade, enquanto 84 mil moradias sofriam interrupções no fornecimento de água, segundo as autoridades.
As televisões locais mostraram pessoas fazendo fila para comprar gasolina e água potável.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliou a magnitude do terremoto em 6,8, inferior à estimativa japonesa de 7,1.
Localizado na junção de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do Cinturão de Fogo do Pacífico, o Japão é um dos países mais expostos a terremotos.
Com uma população de aproximadamente 125 milhões de habitantes, costuma registrar várias centenas de eventos sísmicos a cada ano, o que representa cerca de 18% dos terremotos registrados em todo o mundo.
A grande maioria deles é de baixa intensidade, embora os danos que causam variem conforme sua localização e a profundidade em que ocorrem abaixo da superfície terrestre.
O Japão continua marcado pelo gigantesco terremoto submarino de magnitude 9 que ocorreu em 2011, que desencadeou um tsunami que deixou cerca de 18.500 mortos ou desaparecidos e provocou a catástrofe da usina nuclear de Fukushima.





