Honda antecipa teste de novo motor e vai à pista na Hungria
Antes da pausa de verão da Fórmula 1, a Honda iniciou os testes da nova unidade de potência que será usada pela Aston Martin a partir do GP da Holanda, em Zandvoort. A fabricante japonesa aproveita um filming day em Hungaroring para validar o novo motor antes do período obrigatório de paralisação das equipes.
A estreia do novo conjunto está prevista para a etapa holandesa, no retorno da pausa, mas a Honda decidiu antecipar os testes para verificar se tudo funciona conforme o planejado antes do recesso. Determinados em regulamento, os filming days são limitados a 200 quilômetros de rodagem, cerca de 45 voltas no circuito da Hungria.
“Gostaria de completar 100 voltas, mas teremos apenas 200 quilômetros. É uma boa oportunidade para verificar como a nova unidade de potência se comporta integrada ao chassi”, afirmou Shintaro Orihara, diretor-geral de operações de pista e chefe de engenharia da Honda.
A expectativa em torno do novo motor aumentou depois da evolução recente da Aston Martin. No último fim de semana, a equipe estreou um amplo pacote de atualizações aerodinâmicas no Hungaroring, o qual permitiu disputar posições com equipes do pelotão intermediário, ainda terminando à frente de carros da Cadillac, Williams, Haas e Alpine. Orihara ainda reconheceu que a Honda “sente a pressão” para acompanhar o avanço do chassi do AMR26, que “já mostrou que funciona bem”.
Sem entrar em detalhes sobre os testes, o engenheiro explicou apenas que o objetivo é aproveitar o dia de filmagem para avaliar a integração entre os novos componentes: “Se eu disser que não posso explicar nada a resposta fica muito sem graça. Então prefiro dizer que é uma boa oportunidade para testar a nova unidade de potência e também o novo chassi durante esse dia de rodagem”.
Durante o GP da Hungria, a Honda voltou a enfrentar questionamentos depois que Fernando Alonso relatou fortes vibrações no carro durante o primeiro treino livre. O problema, no entanto, “já não existia no sábado”, segundo o bicampeão, que recebeu uma nova unidade de potência na sexta-feira à noite.
Segundo Orihara, porém, a troca do motor não foi a responsável pela solução. “Nossa análise mostrou que o problema estava relacionado às temperaturas. Começamos o fim de semana com uma configuração mais conservadora do chassi, o que não permitia que a temperatura do motor ficasse na faixa ideal. Ajustamos alguns parâmetros e a situação melhorou”, explicou.
Na terça-feira, a Aston Martin também participou dos testes de pneus da Pirelli no Hungaroring com Jak Crawford, enquanto Franco Colapinto representou a Alpine e Gabriel Bortoleto pilotou pela Audi. Agora, a equipe concentra os trabalhos na combinação entre o novo chassi e a nova unidade de potência, que terá seu primeiro grande teste em condições de corrida no GP da Holanda. O desempenho em Zandvoort deverá indicar se a Aston Martin pode iniciar uma recuperação consistente na segunda metade da temporada.
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