15 – Julho de 2026
Índice acumulado dos últimos 12 meses se reaproxima do teto da meta. Após furar o limite em maio (4,64%) e subir novamente em junho (4,83%), a taxa recente do IPCA-15 cola no limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para a meta de 3% definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Furo da meta pelo terceiro mês seguido ainda não exige explicação do Banco Central. A norma estabelece que a justificativa é necessária caso o rompimento do intervalo persista por seis meses consecutivos. Nesse caso, a autoridade monetária precisa se explicar e dar um prazo para devolver a inflação à meta. Anteriormente, a análise considerava apenas o final de cada ano.
Alimentos mais baratos
Grupo de alimentos e bebidas registrou a primeira deflação após oito meses. A queda de 0,66% dos preços relacionados às despesas alimentícias foi a primeira desde outubro do ano passado (-0,03%) e é a maior para um único mês desde setembro de 2023 (-0,77%). Em julho do ano passado, o preço dos alimentos recuou 0,06%.
Resultado foi puxado pela queda de 1,14% na alimentação no domicílio. Entre os produtos que registraram deflação neste mês, os destaques ficam por conta do tomate (-19,95%) e da batata-inglesa (-10,03%), que haviam dobrado de preço no primeiro semestre, e do café moído. Entre as altas, as mais significativas envolvem a cebola (+7,1%) e o pão-francês (+0,65%).
Preços para comer fora do domicílio ganharam força neste mês. Na contramão do IPCA-15 e do grupo completo de alimentos, o extrato da alimentação fora de casa passou de 0,4% para 0,55% entre junho e julho. O aumento deste mês foi puxado pelas variações da refeição (de 0,39% para 0,66%). O preço dos lanches, por sua vez, desacelerou de 0,45% para 0,3%.





